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Saúde na Imprensa


07/06/2017 – 12:22  —  Fonte: Portal G1 - ZONA DA MATA

Mãe ameaça médica durante consulta em Juiz de Fora


De acordo com ocorrência, ela não concordou com raio X de bebê. Sindicato dos Médicos e CRM vão visitar PAI nesta terça-feira (6). G1 aguarda retorno da Secretaria Municipal de Saúde.

Uma jovem de 20 anos ameaçou a médica de 58 anos por não concordar com o raio X indicado para o filho dela, um recém-nascido de um mês, segundo a ocorrência registrada pela Polícia Militar (PM). O caso ocorreu no Pronto Atendimento Infantil (PAI) em Juiz de Fora no fim da tarde desta segunda-feira (5).

Este foi o segundo episódio de violência na mesma unidade, na Avenida dos Andradas, no Centro. Em abril deste ano, uma médica e uma mãe foram levadas para a Delegacia após vias de fato , segundo a PM.

A médica explicou à PM que, após pedir um raio X torácico do bebê, a jovem começou a ameaçá-la de agressão por não concordar com o procedimento. Equipes da PM e Guarda Municipal foram acionadas. A mãe foi advertida e a médica, orientada.

A ocorrência cita que não houve deslocamento para a delegacia porque a jovem estava mais calma e cuidando do bebê e a médica teria que continuar atendendo outras crianças que esperavam no PAI.

Segundo a assessoria do Sindicato dos Médicos, a mãe quis arremessar uma mesa contra a profissional, que abandonou a sala de atendimento.

Por causa dos dois episódios de violência em 44 dias, o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, e o delegado do Conselho Regional de Medicina, José Nalon, farão uma visita às 10h desta terça-feira (6) ao Pronto Atendimento Infantil (PAI).

O G1 aguarda retorno da Secretaria Municipal de Saúde.

Briga virou caso de polícia

A primeira ocorrência de violência no PAI em 2017 foi registrada como lesão corporal consumada na tarde de 17 de abril. Uma adolescente de 16 anos, mãe de um bebê de quatro meses na época, reclamou do atendimento que a criança recebeu.

O boeltim informou que a equipe da PM compareceu à unidade pouco depois que a garota e a médica entraram em vias de fato . A adolescente, na presença de testemunhas, ameaçou esfaqueá-la.

A profissional relatou à PM que a criança se assustou durante o exame físico, quando colocou o estetoscópio no peito dela. Neste momento, a mãe questionou o atendimento e disse que o filho estava sendo maltratado.

Em seguida, o pulmão dele foi auscultado e a criança precisou fazer raio X do tórax. A mãe indagou à profissional se o exame ia demorar. Quando a médica disse que sim, ela se exaltou e começou a reclamar com outros funcionários do local da atitude da médica.

Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), a médica se recusou a comparecer de forma espontânea à delegacia, dizendo que estava no local de trabalho, dispensando a presença da polícia. Durante o registro do caso, a adolescente insistiu nas ameaças à médica de plantão dizendo que iria esfaqueá-la.

Consta no BO que a médica aproveitou o tumulto formado no local e tentou sair sem ser percebida, mas foi impedida pelos policiais. Diante da resistência, a mulher foi conduzida de forma coercitiva à presença da Delegacia para que fossem tomadas as demais providências.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, as duas prestaram depoimento e foram liberadas na Delegacia de Plantão. Elas vão responder por ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem .

Violência contra profissionais da saúde

No dia 31 de maio, a segurança do trabalho dos médicos em Juiz de Fora foi discutida em um encontro que teve a presença de Sindicatos, Conselho Regional de Medicina, Polícia Militar, mas sem representante da Secretaria Municipal de Saúde, que alegou não ter sido convidada.

De acordo com a Ouvidoria Municipal, foram 18 reclamações de profissionais da área médica de insultos, ameaças, agressões verbais e até físicas nas unidades de saúde de janeiro a abril deste ano. Muitos, por medo, não fizeram o registro na polícia. Os Sindicatos dos Médicos e dos Profissionais de Saúde cobraram mais segurança nas Unidades de Atendimento Primário à Saúde(Uaps) e nas Regionais.

Em nota na semana passada, a secretaria esclareceu que se preocupa com a segurança de seus profissionais. Ainda segundo secretaria, pelo volume de atendimento realizado pelo SUS diariamente, os casos de agressões contra profissionais não são recorrentes. Segundo os casos registrados são apurados imediatamente, e estas apurações mostram que não há relação entre as agressões e a qualidade do atendimento prestado.

Notícia adicionada por: Edson Braz
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